sexta-feira, 31 de março de 2017

Clube " História em Movimento" - Última Sessão do 2.º Período

Clube História em Movimento - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Clube " História em Movimento" - Última Sessão do 2.º Período

Nesta última sessão, antes de partirmos para férias, continuamos com o mesmo intuito de terminar os trabalhos iniciados na sessão anterior. Cada grupo está integrado e empenhado nas tarefas correspondentes. Relembramos que temos um grupo que está a recortar tesselas para a posterior construção de mosaicos, um elemento artístico muito em voga no tempo dos romanos. Temos ainda outro grupo que está a recortar imagens relacionadas com a matéria de História que serão utilizadas em contexto sala de aula pela nossa professora de História.

Por fim, o terceiro grupo está a pesquisar imagens de mosaicos para posterior seleção e escolha pois será a partir delas que executaremos uma cópia de um mosaico romano.


Este post foi realizado por:

-  Luís Teixeira, nº19 Turma: 8º B
-  David Teixeira nº6 Turma: 8º B
-  Ana Ribeiro nº2 Turma: 8º B

domingo, 26 de março de 2017

Clube " História em Movimento" - Penúltima Sessão do 2.º Período

Clube História em Movimento - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Clube " História em Movimento" - Penúltima Sessão do 2.º Período

Depois de um interregno, por motivos alheios à nossa vontade, retomamos o clube História em Movimento na sexta-feira passada com novos e diferentes trabalhos, alguns inacabados de anos anteriores e outros que constituem novas propostas.
Para isso, a nossa professora/orientadora do clube distribuiu tarefas aos vários elementos que constituem cada grupo previamente formado.
A um grupo de alunos, Mariana Carvalho, Beatriz Barbosa, Gonçalo Macedo e Íris Ribeiro, todos pertencentes à turma 8.º B, caberá recriar os mosaicos romanos que adornavam o chão das casas pertencentes às camadas privilegiadas da sociedade romana, realizados a partir de pequenas tesselas ou cubinhos, principalmente feitos a partir de pedras de cores variadas e que, depois de cortados, eram montados fazendo autênticas obras de arte aplicadas no chão.
Noutro projeto decidimos recortar imagens que foram sendo desenhadas e pintadas em anos anteriores por outros sócios do Clube de História e que agora vão ter utilidade como material pedagógico a utilizar durante as aulas de História, em trabalhos em pequeno grupo. Para isso, os alunos Mariana Ribeiro, Ana Ribeiro, Paulo Santos, todos do 8.º B e Hélder Ribeiro e João Pereira do 7.º A. recortaram as imagens. A Sr.ª Professora de História deu uma ajuda e recortou o K-line com muita perícia.
Todos os intervenientes nesta sessão encararam o trabalho de forma organizada e objetiva.
E para a semana continuaremos.

Este post foi realizado por:

- Luís Teixeira nº 19 Turma 8º B;
- David Teixeira nº 6 Turma 8º B;






sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Palestra - Os Diabos de Amarante

Os Diabos de Amarante - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Palestra - Os Diabos de Amarante

Pois é verdade, o casal diabólico foi-nos visitar hoje à escolinha, dando assim cumprimento a uma atividade inscrita no Plano Anual de Atividades para este ano letivo de 2016/2017.
A palestra "Os Diabos de Amarante" aconteceu hoje, no horário do Clube História em Movimento, na Sala de História, e foi dirigida a todos os sócios que durante este ano lectivo me acompanharão nestas andanças da História, nomeadamente nas andanças à volta da História local, a eterna ignorada nos currículos definidos pelo Ministério da Educação.
E a palestra começou a ter êxito antes mesmo do seu início muito devido à entrada triunfal do casal de mafarricos que foi transportado em camioneta de caixa aberta pela escola adentro, com miúdos e miúdas atrás... pois que estranho par era aquele?
A palestra foi excelentemente conduzida pelo Dr. Daniel Ribeiro, arqueólogo do Museu Amadeo de Souza-Cardoso e, arrisco-me a afirmar, foi do agrado de todos quantos a ela assistiram até porque puderam questionar à vontade, num ambiente de notória empatia.
Um dia escrevi "A colaboração estreita entre instituições, neste caso entre o Museu Amadeo de Souza-Cardoso e a E. B. 2/3 de Amarante, continua a dar os seus frutos e estas instituições locais tudo têm a ganhar se unirem esforços nesta causa comum que é a educação. Haja quem dê o litro porque nada cai do céu aos trambolhões, haja quem lhes dê alimento. Nós continuaremos a trilhar este caminho convictos que este é o caminho certo que nos levará a um futuro mais radioso e simpático."
Mantenho o que afirmei. E agradeço ao Daniel Ribeiro a disponibilidade e a simpatia demonstradas. Sem ele, e sem o casal de belezbús, hoje teria sido um dia igual a tantos outros lá na escolinha...

Nota 1 - Se quiserem conhecer esta história cliquem aqui.
Nota 2 - Os diachos já são nossos velhos conhecidos. Clique aqui e confirme.

Anabela Magalhães

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico

Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico

A oficina, inscrita no Plano Anual de Actividades do Agrupamento de Escolas de Amarante, e dirigida a todos os alunos que integram as cinco turmas do 7.º ano de escolaridade que frequentam a E. B. 2/3 de Amarante, decorreu hoje mesmo, desde o primeiro tempo da manhã até ao segundo da tarde e foi, como sempre, um êxito.
Assistimos todos, alunos e esta professora que agora escreve este breve balanço da atividade, à Oficina de Arqueologia Experimental do Paleolítico, que nos deixou lá atrás no tempo, no Paleolítico, numa maravilhosa viagem em que fomos conduzidos pelos "nossos" arqueólogos por um dia, dr. Jorge Sampaio e dr.ª Carla Magalhães, do Parque Arqueológico do Côa, que, para além de especialistas nestas andanças, são já velhos amigos deste Agrupamento.
Recupero parte do post que escrevi há um ano, logo após a realização destas mesmas oficinas e que somente adaptarei para as específicas circunstâncias de hoje.

A viagem levou-nos à fase final do Paleolítico Superior para acompanharmos a luta pela sobrevivência de um pequeno grupo de caçadores-recoletores. E a recriação desta história desenrolou-se à volta da fundamental arte da caça e da realização das armas necessárias para esta perigosa atividade, nomeadamente de uma azagaia que exigia o talhamento do quartzito e do quartzo, os tipos de rocha de longe mais utilizados pelas populações ancestrais que um dia habitaram a região do Côa, mas de propriedades não tão espetaculares como o magnífico sílex, de dureza, durabilidade e eficácia incomparavelmente superiores e que também foi utilizado, muito embora só marginalmente pelas populações do Côa, já que apenas cerca de 1% dos instrumentos líticos aí encontrados são em sílex; exigia também o afeiçoamento de um pau comprido e fino que servisse de suporte à ponta de lança e ainda a feitura de corda a partir de crinas de cavalos, de tendões ou de peles de animais, de raízes, de cascas de árvore, de tripas de animais e que, por incrível que pareça, davam cordas super resistentes testadas com toda a força pelos alunos; e passámos à feitura da cola a partir de uma mistura de resina e hematite triturada que, sob acção do fogo, misturaram-se e deram origem a uma supercola muito ecológica e reversível, para além de muito eficaz. Por fim, a azagaia necessitava apenas dos estabilizadores, penas de pássaros, pois então!, que permitiam à arma planar em linha reta, eficazmente em direção ao alvo.
Sempre guiados pela mão dos nossos magníficos cicerones, foi tempo de passarmos ao fabrico do fogo através dos dois métodos usados em tempos paleolíticos - por choque ou percussão de duas pedras e este ano tivemos mesmo direito ao seu fabrico aparadas que foram as faíscas mais gordinhas naquele verdadeiro cogumelo mágico conhecido como casco de cavalo que não só servia para o aparar e alimentar nos primeiros segundos de vida, mas também servia para o transportar, e ainda por fricção, usando dois pedaços de madeira de diferentes durezas, a mais macia, que fica fixa, e a mais dura que gira rapidamente sobre a outra. Falamos ainda do uso do fogo em fogueiras, em alguns casos enormes, de dois ou três metros de diâmetro, que serviam de grelhadores gigantes. Entretanto os alunos olhavam espantados para a água a ferver à conta de pedras muito quentes deitadas dentro da água guardada numa "panela" de pele... sim, era possível fazer um chá paleolítico... quem diria!
E os arqueólogos abordaram a arte - como se conseguiam os pigmentos na Natureza para a fabrico das tintas, como se faziam os pincéis, como se pintavam, através de um aerógrafo primitivo, as mãos em negativo nas paredes das grutas, cavernas, abrigos... e nada melhor do que exemplificar... agora, no século XXI, sobre uma folha branca de papel e foi assim que alguns alunos tiveram direito à sua mão pintada em negativo que ficará arquivada no Portefólio de História
Tal como já escrevi num outro post sobre a mesma temática - Dever cumprido! A História quer-se coisa entusiasmante e esta aula, tenho a certeza!, foi entusiasmante.

Obrigada, dr. Jorge Sampaio e dr. Carla Magalhães pela ajuda inestimável, pelo entusiasmo, pelo contributo ímpar e pela clareza da aula, tão do agrado de todos os presentes.
Continuaremos...

Anabela Magalhães

sábado, 5 de novembro de 2016

Clube " História em Movimento" - 2ª e 3ª Sessões



Caixa de Pigmentos Naturais Realizados pelos Alunos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Clube " História em Movimento" - 2ª e 3ª Sessões 

Na passada sexta-feira tivemos a 2ª sessão do Clube História em Movimento durante a qual começamos por iniciar um novo projeto/desafio proposto pela professora. Este trabalho consiste na criação de uma paleta de pigmentos que iremos fabricar através do manuseamento de elementos naturais que serão moídos e aos quais poderemos juntar água, clara de ovo e/ou gordura animal. A professora começou por apresentar-nos uma caixa dividida em quadrículas, formada por dois tabuleiros sobrepostos, rigorosamente iguais, onde serão colocados os pigmentos que resultarão do nosso trabalho. 
Primeiramente usamos argila partida em pequenos pedaços, que trituramos num almofariz, obtendo, em resultado desta trituração um pó fino de cor ocre/tijolo. Pelo mesmo processo reduzimos a pó um pedaço de carvão que originou a cor preta. Trituramos ainda pétalas de flor amarelas que, depois de bem trabalhadas, transformaram-se num pigmento castanho-escuro. Com seis ovos, três crus e três cozidos, obtivemos diferentes cores: laranja e amarelo-claro, respetivamente. Incluímos também nesta paleta a casca de pinheiro que foi trabalhada da mesma maneira que os produtos anteriores e obtivemos uma belíssima cor castanha avermelhada. Por último, foram utilizadas especiarias, tais como açafrão e orégãos para a obtenção dos pigmentos amarelo e verde. 
Contudo, nem todos os pigmentos já obtidos serão conservados na caixa dado que alguns se degradam tornando impossível que estes se mantenham intactos. 
Para além do fabrico de pigmentos, realizaremos também pincéis a partir de pêlo de cabra que nos foi oferecida pela avó do Fábio, sócio deste clube. 
Tentamos, através destas sessões oficinais/laboratoriais de História, aproximarmo-nos o mais possível dos gestos realizados pelos nossos antepassados Homo sapiens sapiens, os primeiros a criar/inventar a arte neste longo processo de Hominização.

Os sócios inseridos no clube são:

Luís Teixeira, Nº19, 8ºB
Miguel Coelho, Nº22, 8ºB
David Teixeira, Nº6, 8ºB
Ana Ribeiro, Nº2, 8ºB
Fábio Queirós, Nº10, 8ºB
Mariana Ribeiro, Nº20, 8ºB
Joana Ribeiro, Nº15, 8ºB
Beatriz Barbosa, Nº4, 8ºB
Mariana Carvalho, Nº21, 8ºB
Gonçalo Macedo, Nº13, 8ºB
Íris Ribeiro, Nº14, 8ºB
Lourenço Leite, Nº18, 8ºB
Paulo Santos, Nº23, 8ºB
Hélder Ribeiro, Nº9, 7ºA

Este post foi elaborado por:

Luís Teixeira, Nº19, 8ºB
Miguel Coelho, Nº22, 8ºB
Ana Ribeiro, Nº2, 8ºB
Hélder Ribeiro, Nº9, 7ºA

Nota - É claro que os frascos e a caixinha pintada de preto são uma inovação do nosso tempo que servirá para manter os produtos obtidos em bom estado de conservação para que possam ser facilmente usados por todos os professores de História da E. B. 2/3 de Amarante que entendam ser pertinente o seu uso.
É claro que para nos aproximarmos mais ainda do modo de vida do Paleolítico, procuraremos arranjar uma casca de árvore que servirá de paleta onde colocaremos pigmentos e pincéis feitos em madeira e pêlo de animais. Tudo isto será realizado pelos alunos durante as próximas sessões do Clube História em Movimento.

Ah... e, queridos sócios, sejam muito bem vindos!

Anabela Magalhães

domingo, 16 de outubro de 2016

Clube História em Movimento - "Um Novo Começo..."

Maqueta de Çatal Huyuk
3ª Sessão do Clube História em Movimento
Anta ou Dólmen, Menir e Alinhamento - S. Gonçalo - Amarante
   
Clube "História em Movimento" - Eb 2/3 de Amarante
   
História em Movimento - EB 2/3 de Amarante
   
   
Visita de Estudo ao CIMMA - Amarante

Sessão do Clube História em Movimento - EB 2/3 de Amarante
Recursos Pedagógicos da Sala de História
Cartaz da Exposição - Amarante na Cartofilia - EB 2/3 de Amarante
Visita de Estudo à Igreja de S. Domingos - S. Gonçalo - Amarante
Sócios de Honra do Clube de História - EB 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Magalhães

Clube História em Movimento - "Um Novo Começo..."

Já demos o pontapé de saída, na sexta-feira passada, aos dois últimos tempos da tarde. Ou seja, recomeçamos, mantendo uma tradição que teve o seu início um ano após a minha colocação na EB 2/3 de Amarante, no ano lectivo de 2010/2011.
Este ano, tal como no ano passado, eles, os Sócios do Clube, não apanham a camioneta das 16:30 com os restantes colegas, hora a que sairiam se não quisessem frequentar o Clube de História e eu também não lhes desejo bom fim-de-semana às 13:50, no fim da aula de Formação Cívica. Eu dei mesmo cabo de uma tarde livre de trabalhos na escolinha para reentrar aos dois últimos tempos da tarde, de peito cheio, porque, apesar das dificuldades de conciliação de horários sentidas nos últimos anos, sócios do Clube História em Movimento não me têm faltado, ano após ano, e, assim sendo, é ver-nos a "inventar" novos desafios para que aqueles dois tempos sejam sempre prazenteiros e abram, bem!, o fim-de-semana sempre tão próximo e também tão desejado!
Na última sessão pedi um texto ao L. para reabrir o blogue História em Movimento, blogue que se alimenta essencialmente das sessões do Clube homónimo.
O L. frequenta o 8º ano de escolaridade e hoje enviou-me o texto que se segue:

Um novo começo…

O fim de mais uma semana. Uma semana que por vezes queremos que acabe à velocidade da luz e outras vezes que dure tanto como um ano. Umas vezes cansativa, outras vezes bem-sucedida ou menos bem conseguida. Apesar dos acontecimentos decorridos neste período, agora já nada importa, pois quando conseguimos ouvir o silêncio de uma escola vazia no final de uma sexta-feira e quando avistamos a professora com algum objecto novo para nos mostrar ou um tema novo para discutir, tudo se avizinha diferente, como se algo inóspito estivesse prestes a melhorar aquelas entediantes e longas sextas-feiras. Este é também o momento em que podemos expor ideias próprias, desabafar com os nossos colegas e professora. O sorriso que brota de cada alma presente na sala 4.6, explicita de uma forma clara aquele que é o melhor Clube de HISTÓRIA que alguma vez existiu, e no qual estamos inseridos.
Tantas recordações deleitosas guardadas do último ano do clube de História como os vários trabalhos realizados, as visitas efetuadas a vários pontos de uma cidade maravilhosa e principalmente o ambiente de alegria e brincadeira saudável apresentado em cada sessão, tornaram estes períodos inesquecíveis, não esquecendo, claro, os sábios conselhos da professora (“ Com juízo”).
E assim foi passado um ano. Contudo, espero que consigamos manter este espírito, limar as pontas soltas que outrora não foram mencionadas e ressuscitar trabalhos inacabados.


            E como foi dito no início desta nossa jornada “ Ano novo, vida nova”.